A flora vaginal é provavelmente o elemento mais estudado do aparelho genital feminino desde que, nos finais do seculo XIX, Albert Doderlein, um ginecologista alemão, observou na flora vaginal uma elevada quantidade de microorganismos Gram positivos, aos quais chamou bacilos de Döderlein.

Probióticos são microrganismos vivos que, quando fornecidos em quantidade adequada, conferem um benefício para a saúde do hospedeiro. Parker, em 1974, introduziu o conceito de probiótico (para a vida), em contraponto ao antibiótico (contra a vida). A terapêutica com probióticos é considerada como ‘natural’ e ressurgiu como prevenção e tratamento de infecções do aparelho e urogenital.

A mucosa vaginal é constituída por epitélio escamoso, e as células das camadas superficial e média contêm glicogénio, que é convertido por enzimas e lactobacilos em glicose e mais tarde em ácido láctico. O epitélio não contém glândulas nem produz muco. A secreção vaginal contém leucócitos (glóbulos brancos), restos epiteliais, electrólitos e ácido láctico. O pH da vagina é variável e tem um valor médio de 4,5.

A flora vaginal é um sistema equilibrado, com cerca de 50 estirpes de bactérias, existindo um equilíbrio entre os agentes patogénicos e não patogénicos. Este sistema é influenciado pelas hormonas, pela higiene, contraceptivos orais, espermicidas, por doenças e pela genética. Muitos dos microorganismos que existem na secreção vaginal são bacilos de Doderlein (ou Lactobacilus acidophilus), que representam cerca de 95% do total da flora vaginal. A sobrevivência destes bacilos depende da riqueza do epitélio vaginal em glicogénio, que por sua vez depende dos níveis de estrogénios.

Existem estudos que indicam que certas espécies de lactobacilos são capazes de sobreviver ao pH do estômago e à exposição aos sais biliares, podendo passar para o intestino. Depois de atingirem o cólon, podem alterar a flora e atingir a vagina e o aparelho urinário. Como alternativa, podem ser aplicados na vagina.

Os possíveis mecanismos de ação dos probióticos são:

  • Produção de ácido láctico, bacteriocinas e peroxidase de hidrogénio.
  • Modelação da imunidade.
  • Produção de biosurfactantes e de muco, que funcionam como barreira.
  • Regulação da virulência e inibição da adesão de microrganismos patogénicos.
  • Aumento da passagem de lactobacilos ou probióticos da mucosa rectal para a vagina.
  • Redução da passagem dos patogénicos do recto para a vagina.
  • Aumento da imunidade da mucosa intestinal, que por seu lado afecta a imunidade vaginal, tornando o ambiente mais resistente aos agentes da vaginose.

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